Rashid se apresenta na Batalha do Real, no Rio de Janeiro

Uma mesa e poucas caixas de som foram suficientes para sacudir a Zona Norte carioca na última quinta-feira (1). O lançamento do disco “Batalha do Real – Representa”, no Imperator trouxe novos e antigos nomes do Rap nacional. Com participações de Rashid, Livia Cruz, Mc Coé, Sant, entre outros, o evento reuniu um time sedento de MCs dispostos a batalharem pela rima perfeita. Responsável por lançar nomes como Marechal, Akira Presidente, e Maomé, a Batalha do Real chegou em 2017 ao seu 14º ano.

Antes do evento principal, houve ainda uma seletiva para decidir quem seriam os 4 MCs restantes a batalhar no palco do Imperator. Choice, Estudante, Magneto e RD foram os selecionados para entrar em duelo. Do quarteto, apenas o último não saiu com a vitória. RD, Ruiva, Thai Flow e Kaká foram derrotados pelos vencedores da noite, respectivamente, Choice, Estudante, Magneto e JP.

A grande atração da noite também surgiu em um evento como esse, mas há 11 anos. A Batalha de Santa Cruz, que acontece na periferia de São Paulo há mais de dez anos, revelou Rashid como um Mestre de Cerimônia promissor. A equipe do Raplogia conversou com o rapper, que conta que subir neste palco é um sonho antigo.

“É uma honra cantar nesse evento porque a Batalha do Real é uma referência pra mim. Inclusive a Batalha de Santa Cruz foi inspirada de certa forma na Batalha do Real. Nunca participei como MC de batalha, mas hoje estou participando com meu show. É um sonho antigo estar aqui”, diz.

Tendo Mano Brown e Marechal como referência, Rashid fala da alegria de ver a busca pela letra se tornar uma tendência dentro do Rap. “Temos essa preocupação desde o começo. Assim como MV Bill, Aori, Kamau… Sempre tivemos esse apreço e é muito louco ver essa busca como uma tendência agora entre os mais novos”.

Cópia Rashid 2

Segundo o rapper, o incentivo do Estado para propagar essas Batalhas é muito pequeno, apesar da importância cultural de eventos como esse. “As pessoas olham para o Rap, mas não dão o crédito devido. Seja incentivo moral ou monetário. Sempre fiz tudo na raça. Quando comecei a ter acesso que eu vi que tinha uma verba destinada ao hip-hop. Às vezes essas verbas voltam pro Estado porque ninguém sabe que existe. Esse é o tipo de coisa que a gente tem que propagar. A real mesmo é a que a gente nunca dependeu de apoio nenhum, inclusive do estado.”, critica.

Rashid foi a última apresentação da noite, cantando após a rapper Lívia Cruz. Também cantaram Sant, MC Coé, 3Preto, Inumanos. O time de DJ’s foi composto por Saddam, Negralha, Fabio Broa.

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